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    <title>Amigos da America</title>
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    <description>Amigos da America</description>
    <lastBuildDate>Wed, 14 Oct 2009 15:05:00 PDT</lastBuildDate>
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    <copyright>Copyright 2009.</copyright>
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      <title>É a liberdade, estúpido! - Artigo de Robert Tracinski</title>
      <link>http://amigosdaamerica.blogdrive.com/archive/28.html</link>
      <pubDate>Wed, 14 Oct 2009 02:10:27 GMT</pubDate>
      <description>
          Bem, é oficial. O fenômeno Obama acabou. Definitivamente.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Não se trata apenas de sua melhor arma, a oratória, não mais mobilizar a opinião pública (o discurso de quarta-feira, 16 de setembro, sobre o sistema de saúde, produziu um pequeno aumento da aprovação aos custos da reforma no sistema de saúde, mas isso &lt;a href=&quot;http://rasmussenreports.getmobile.com/site?t=4jWKt8g4CNXMypZKvruHLw&amp;amp;sid=rassenreports-feblzqlu&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;desapareceu&lt;/a&gt; em menos de uma semana).&lt;br&gt;&lt;br&gt;O que realmente encerra a era de Obama é isso: o simbolismo como primeiro presidente negro, o que supostamente dava aos americanos uma oportunidade de superar toda a feia história de sua política racial. No entanto, aqui estamos nós, com menos de oito meses de governo Obama, e a política racial nunca esteve tão ruim em muitos anos.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Poucos dias depois da grande manifestação do &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Tea_Party_protests&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;movimento Tea Party&lt;/a&gt; em Washington, os aliados de Obama na imprensa começaram a chamar os manifestantes de racistas. Isso &lt;a href=&quot;http://www.suntimes.com/news/mitchell/1775458,CST-NWS-mitch17.article&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;foi dito&lt;/a&gt; por Jimmy Carter, e por &lt;a href=&quot;http://swampland.blogs.time.com/2009/09/16/yes-its-racism-but-its-complicated/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Joe Klein&lt;/a&gt;, de &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Time&lt;/span&gt;, por &lt;span style=&quot;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.prospect.org/cs/articles?article=stuff_some_white_people_dont_like&quot;&gt;Paul Waldman&lt;/a&gt;, de &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;The American Prospect's, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;e por &lt;a href=&quot;http://www.nytimes.com/2009/08/07/opinion/07krugman.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Paul Krugman&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://www.nytimes.com/2009/09/13/opinion/13dowd.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Maureen Dowd&lt;/a&gt; no &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;New York Times, &lt;/span&gt;entre outros.&lt;br&gt;&lt;br&gt;E onde estão as provas deles? Bem, eles não têm provas – só têm imaginações muito férteis. Krugman acha que a força propulsora por trás do movimento Tea Party é &quot;provavelmente... uma apreensão cultural e racial&quot;, enquanto que, segundo Dowd, quando Joe Wilson disse que Obama mentia, &quot;o que eu percebi é que havia no ar uma palavra não expressa: você mente, garoto!... (1) algumas pessoas simplesmente não podem acreditar que um negro é presidente e nunca aceitarão isso.&quot; Esses são os atuais padrões jornalísticos de Time: está certo atacar metade da população baseando-se no que você imagina que eles estão &quot;provavelmente&quot; pensando e em palavras que eles não disseram.&lt;br&gt;&lt;br&gt;No mesmo padrão, Klein considera que se opor a Obama é racismo &quot;implícito&quot;, enquanto o &quot;psicólogo social&quot; Thomas Pettigrew explicita o &lt;a href=&quot;http://features.csmonitor.com/politics/2009/09/16/jimmy-carter-racism-charge-triggers-next-us-race-debate/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;que&lt;/a&gt; significa a acusação de &quot;racismo implícito&quot;: &quot;A idéia geral é que pessoas que não admitem [racismo] em si mesmas procuram formas legítimas de seguir suas crenças sutis, algumas vezes até mesmo sem perceberem o que estão fazendo&quot;. Eis como um psicólogo social projeta em você seus próprios preconceitos sobre seu caráter e seus motivos – sem precisar conversar com você e ouvir o que você pensa.&lt;br&gt;&lt;br&gt;E eles não perguntaram nem perguntam o que nós pensamos, nenhum deles. É obvio em todas as acusações de racismo que esses grandes repórteres não têm ido aos protestos do movimento Tea Party, não têm conversado com ninguém lá, não se preocuparam em saber quem somos nem no que acreditamos. Eles simplesmente projetaram em nós a mais feia motivação que tem na cabeça, sem necessidade de qualquer evidência para comprová-la. É uma das mais gratuitas campanhas de difamação que eu já vi.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Para uma dose de realidade, confira esta &lt;a href=&quot;http://912dc.dhwritings.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;galeria de fotos&lt;/a&gt; tiradas por um de meus leitores na parada de sábado. A característica definidora dos comícios do movimento Tea Party, em especial do último sábado (2), é a grande quantidade de cartazes – a dominante forma de expressão do movimento. Você não tem que imaginar as palavras que aquelas pessoa não disseram ou projetar o que provavelmente estaria em suas mentes. Elas te dizem o que elas estão pensando, em cartazes feitos em casa, com grande variedade e criatividade. Alguns favoritos: &quot;Eu pareço uma ATM para você?&quot; (3); o sempre popular slogan &quot;dê-me liberdade, não dividas&quot; (4); &quot;o congresso é um título [de dívida] podre&quot; (5); &quot;mercado livre, não esbanjamento&quot; (6). E, principalmente quanto à questão racial: &quot;Não interessa se o presidente é negro. Interessa se ele é vermelho.&quot; (7) O cartaz mais bizarro: uma autentica nota de um milhão de marcos da hiperinflação alemã dos anos 20, entre as palavras &quot;nunca mais&quot;.&lt;br&gt;&lt;br&gt;(se você for até mais ou menos a metade da galeria de fotos, você verá uma foto minha. Eu sou o homem com uma camisa azul carregando um grande cartaz com uma citação de Ayn Rand expressando este lema &quot;racista&quot;: &quot;Sua vida pertence a você e o certo é você vivê-la&quot; (8). Certamente, palavras em código para Ku Klux Klan).&lt;br&gt;&lt;br&gt;O tema comum dos cartazes foram direitos individuais em oposição ao coletivismo, uma defesa de governo limitado, obediente às restrições estabelecidas para ele na constituição. Um dos cartazes mostrado na galeria de fotos sintetiza a mensagem da parada do movimento Tea Party: &quot;É a liberdade, estúpido!&quot; (9)&lt;br&gt;&lt;br&gt;O fato de o movimento Tea Party ter uma mensagem filosófica tão clara, e que as falsas acusações de racismo dificilmente conseguem vilificá-la, diz muito sobre a autoconfiança intelectual do movimento Tea Party – em contraste com a falta de autoconfiança filosófica da esquerda. Os membros do movimento Tea Party são muito felizes em ter um debate filosófico sobre as mais básicas questões políticas. A esquerda, em contraste, quer mudar o assunto com ofensas pessoais e ataques ad hominem – o que mostra que eles não acreditam poder vencer o debate se for sobre a questão do tamanho ou do papel do governo.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Dizer que a esquerda está recorrendo a &quot;política racial&quot; é um pouco vago demais. Deixem-me definir exatamente o que eles estão fazendo: eles estão recorrendo à política de racial difamação, velha de décadas, acusando, por reflexo condicionado, qualquer oponente de racismo numa tentativa de encerrar a discussão.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Racismo é um dos piores insultos que você pode usar contra alguém hoje, somente uns poucos degraus acima de acusá-lo de ser um pedófilo. Que seja assim é, na verdade, um tributo às heróicas mudanças na cultura americana nas últimas décadas. Em menos de 50 anos, a América evoluiu de um país onde a segregação era abertamente defendida e aplicada a um país onde uma acusação de até mesmo racismo indireto pode arruinar uma carreira. É só perguntar a &lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Don_Imus&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Don Imus&lt;/a&gt; (10). Mas isto tem sido usado como uma arma – um cassetete de intimidação nas mãos da esquerda.&lt;br&gt;&lt;br&gt;A campanha daltônica (11) de Barack Obama, a idéia de que ele estava concorrendo como se raça não importasse, prometeu-nos uma salutar ruptura desta história. Houve indicações desde o começo, no entanto, que ele realmente não pretendia que tivesse este significado. Obama teve que fazer vários malabarismos a respeito de sua intima e duradoura ligação o pastor Jeremiah Wright, um agitador racial (12), e ele se manteve a uma distância olímpica e confortável, enquanto seus cabos-eleitorais usavam acusações de racismo como uma arma contra a campanha de Hilary Clinton.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Se ele pode agir assim na primária democrata, não há razão para pensar que ele se oporá àqueles que estão fazendo isso novamente agora. Obama alega &lt;a href=&quot;http://www.nytimes.com/2009/09/17/us/politics/17obama.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;não querer se envolver&lt;/a&gt; com a atual campanha de difamação racial – mas lideres não têm essa opção. Permanecendo em silêncio, ele está dando sua concordância. Ele está se abstendo quanto à volta da difamação racial na política americana. Isto é um enorme desapontamento para muitos que uma vez votaram em Obama – e para muitos outros, como eu mesmo, que uma vez viram um elemento de nobreza em sua campanha, mesmo se nós discordássemos de tudo o ele representava.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Se Obama não rejeitar imediatamente e decididamente a nova difamação racial contra o movimento Tea Party, ele destruirá a última porção de seu apelo junto ao eleitorado – e terá feito milhões de novos e passionais inimigos entre o público votante.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;* * * * * * * * * * * * * ** * * * * * * * * * * * * *&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;(1) Nota do tradutor – no original, está &quot;You lie, boy!&quot;, e &quot;boy&quot; era um termo pejorativo usado pelos brancos contra os negros no tempo da segregação racial.&lt;br&gt;(2) Nota do tradutor - dia doze de setembro.&lt;br&gt;(3) &quot;Do I Look Like an ATM to You?&quot; Nota do tradutor - ATM é sigla de &quot;automated teller machine&quot;, ou seja, caixa eletrônico.&lt;br&gt;(4) &quot;Give Me Liberty, Not Debt.&quot;&lt;br&gt;(5) &quot;Congress Is a Toxic Asset.&quot;&lt;br&gt;(6) &quot;Free Markets Not Free Loaders.&quot;&lt;br&gt;(7) &quot;It Doesn't Matter the President Is Black. It Matters That He's Red.&quot;&lt;br&gt;(8) &quot;Your life belongs to you and the good is to live it.&quot;&lt;br&gt;(9) &quot;It's the Liberty, Stupid.&quot; Nota do tradutor – é uma paródia de &quot;it's the economy, stupid&quot;, uma frase usada pela campanha de Bill Clinton, em 1992, contra o então presidente George H.W. Bush. Como Bill Clinton venceu, a frase se incorporou ao jargão político americano.&lt;br&gt;(10) Nota do tradutor - John Donald &quot;Don&quot; Imus, Jr. é um celebre radialista americano, que se envolveu em várias polemicas por seus comentários politicamente incorretos.&lt;br&gt;(11) Nota do tradutor – a expressão em inglês usada pelo autor, &quot;color-blind&quot;, é sinônimo de daltonismo, mas é também uma expressão americana que descreve serviços prestados sem considerações pelas características raciais dos envolvidos, e não há tradução em português.&lt;br&gt;(12) Nota do tradutor – a expressão em inglês usada pelo autor, &quot;race-bating&quot;, é um adjetivo usado para atos ou pessoas que usam uma retórica racial para intimidar outras pessoas, e não há tradução em português.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;* * * * * * * * * * * * * ** * * * * * * * * * * * * *&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;Este artigo foi publicado no seguinte link: http://www.realclearpolitics.com/articles/2009/09/20/its_the_liberty_stupid_98387.html&lt;br&gt;           
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      <title>O que diz muito sobre o Brasil e alguma coisa sobre a América</title>
      <link>http://amigosdaamerica.blogdrive.com/archive/27.html</link>
      <pubDate>Sat, 29 Mar 2008 21:54:45 GMT</pubDate>
      <description>&lt;P&gt;A&amp;nbsp;série &lt;A href=&quot;http://queridosamigos.globo.com/&quot; target=_blank&gt;Queridos Amigos&lt;/A&gt; acabou. Mas antes de acabar, uma das personagens femininas reconheceu o homem que a torturou. Torturou por que, o que ela fez? Segundo o site da novela, nada: era uma idealista que acreditava em democracia e liberdade, só isso. Ela nem estava envolvida na luta armada (luta armada = terrorismo). Acredite quem quiser.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;O pior é que tem muita gente que acredita nisso.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Não, o pior mesmo é que tem muita gente que vê isso na Globo, acredita e ainda sai por aí dizendo que a Globo é de direita.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;De qualquer forma, o mais interessante são as diferenças entre brasileiros e americanos. Nos filmes e novelas americanas, um terrorista (ou cúmplice de terroristas) é reconhecido por uma de suas vítimas, ou pelo parente de uma de suas vítimas. A pessoa que reconheceu o terrorista o caça. Às vezes, mata o terrorista. Outras vezes, o entrega para ser julgado. Outras vezes ainda, o terrorista morre por sua própria culpa. De qualquer forma, a justiça é sempre feita e o bem vence o mal.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;No Brasil, as vitimas do terrorismo nunca mereceram ser personagens de filme nenhum. E muito menos tiveram a chance de fazer justiça contra os terroristas, nem na ficção.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Aqui, o que acontece é o terrorista ou simpatizante, como no caso da Bia (a personagem que reconheceu seu torturador na minissérie que acabou de acabar) reconhecer um dos homens que estavam combatendo o terrorismo. E aí, se tenta fazer justiça contra o torturador. O site da minissérie, de onde tirei as informações, nada diz sobre o que aconteceu com o torturador. Parece que ele conseguiu escapar. Eles nunca enfrentam um julgamento justo. Afinal, torturadores estavam a serviço da elite e a elite é protegida pela impunidade. Essa, uma das teses (para usar um termo que lhes agrada) defendida por eles. Se a justiça for feita, a tese se enfraquece, logo é preciso que o bandido continue impune.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Mas, já perceberam uma das diferenças entre o Brasil e a América?&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Lá, o vilão da história é o criminoso. Aqui, é quem combate os criminosos.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Se poderia ainda argumentar que uma obra de arte (ou uma tentativa de fazer uma obra de arte, ao menos) é &quot;complexa&quot;, e nesse caso os personagens devem refletir a complexidade da vida. Assim, o lado certo pode ter pessoas ruins, e o lado errado pode atrair pessoas boas. Um terrorista pode ter bons sentimentos, um policial que combate o terrorismo pode ser um canalha. Seria um argumento a considerar, se não fosse o fato que em nenhum momento se mostra que o terrorismo é essencialmente ruim, e a tentativa de deter o terrorismo é justa e certa. O lado bom é onde estão todos os de bons sentimentos, o lado ruim é onde estão todos os homens maus. E, posto assim, que é como o típico&amp;nbsp;filme (ou a minissérie) brasileiro apresenta a questão, não se trata de forma alguma de arte e nem mesmo de tentativa de fazer arte, mas de propaganda pura e simples.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Um ultimo argumento devemos considerar: os americanos também apresentam a situação de uma forma bem simplória. Quando eles fazem um filme sobre o assunto, com intenção de terem grande sucesso comercial, eles colocam todos os bons na luta contra o terrorismo, e todos os canalhas pelo terrorismo. Logo, eles fazem propaganda como os cineastas e noveleiros brasileiros fazem, só que com o sinal invertido.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Ao argumento descrito logo acima devemos objetar que, já que é só uma questão de propaganda e não de tentar mostrar a complexidade da vida, então ainda assim não há duvida da superioridade moral americana, nesse caso. É claro que tentar deter o terrorismo é melhor moralmente que fazer parte do terrorismo, mesmo que apenas como simpatizante. Ao aceitar o argumento descrito logo acima como verdadeiro, então forçoso é concluir que eles escolheram fazer propaganda para o bem, e nós para o mal.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;E nem ao menos é verdade que os americanos fazem propaganda pelo bem, apenas. Eles têm uma das coisas que mais fazem falta ao Brasil, uma autentica pluralidade de pensamento. Lá, há os filmes que fazem propaganda contra o terrorismo, e também filmes que fazem propaganda do terrorismo. E há filmes com pretensão a obra de arte, que mostra homens bons no lado errado e homens ruins no lado certo. Certamente, houve casos assim. Certamente, houve pessoas honradas que recorreram ao terror contra opressores sem honra. E certamente houve, entre os que combateram o terrorismo, pessoas perversas que cometeram crimes horríveis. Mas é muito mais provável que haja grandes canalhas entre os terroristas. E é muito mais provável que os homens honestos e honrados estejam combatendo os terroristas. Essa é uma verdade que alguns noveleiros e cineastas americanos aprenderam. Nenhum noveleiro ou cineasta brasileiro sabe disso.&lt;/P&gt;&lt;!-- begin(Yahoo ad) --&gt;&lt;a href=&quot;http://ypn-rss.overture.com/rss/35557/51103/click/&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://ypn-rss.overture.com/rss/35557/51103/img/?url=http%3A%2F%2Famigosdaamerica.blogdrive.com%2Farchive%2F27.html&amp;amp;pid=1846251505&quot; alt=&quot;Ads by Yahoo!&quot; border=&quot;0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;!-- end(Yahoo ad) --&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>Direitos Humanos</title>
      <link>http://amigosdaamerica.blogdrive.com/archive/26.html</link>
      <pubDate>Mon, 12 Mar 2007 16:27:01 GMT</pubDate>
      <description>&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot; size=3&gt;Bush nos visitou, e membros do governo americano citaram um relatório sobre os abusos dos direitos humanos no Brasil. Para revidar, jornalistas comentaram sobre os abusos contra os terroristas presos pelos americanos, no Iraque, em Guantamano, e em outros lugares. Não li ninguém que notasse o óbvio, que os americanos estão em guerra. O Brasil está em guerra contra perigosos terroristas estrangeiros? E se estivesse, se comportaria melhor? E há o fato que os abusos americanos são contra estrangeiros, e os brasileiros são contra seus próprios cidadãos. Sem intenção de desculpar nenhum envolvido nessa história, é claro que eu tenho que admitir que o Brasil está pior que os americanos, somando tudo e tudo ponderando.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT size=3&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = &quot;urn:schemas-microsoft-com:office:office&quot; /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot; size=3&gt;E ainda, é mais fácil um carcereiro torturador do presídio da Papuda ficar impune que um carcereiro torturador de Abu Graib. Também tem isso.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT size=3&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot; size=3&gt;Há uma objeção aparentemente lícita ao que acabo de escrever: &quot;Se os americanos criticam nossas mazelas, e têm esse direito embora isso seja uma descortesia, nós também podemos criticar as deles, e sempre será bom lembrar ao estrangeiro que resolva seus próprios problemas antes de se meter a criticar os problemas dos outros, o que afinal é uma postura que não depende dos problemas dele serem melhores ou mais fáceis de serem resolvidos que os nossos&quot;. Isso é verdade. Mas não é toda a verdade. Omite-se que os americanos reconhecem seus problemas e estão discutindo como resolve-los, e querem de nós a mesma atitude. Já os brasileiros, respondendo aos americanos lembrando de seus erros na guerra contra o terror, não querem mais do que ocultar sua vergonha, e estão pouco interessados em resolver qualquer situação.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT size=3&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot; size=3&gt;O que é mais razoável: esperar que daqui a alguns anos os abusos americanos contra terroristas estrangeiros terminem, ou esperar que daqui a alguns anos os abusos brasileiros contra seus próprios cidadãos diminuam? Quando penso na resposta, que vergonha, leitor, que vergonha!&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT size=3&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot; size=3&gt;Há uma coisa que eu acho interessante: um representante da ONU vem ao Brasil e &lt;A href=&quot;http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/cadernos/cid111120033.htm&quot; target=_blank&gt;diz o mesmo&lt;/A&gt;&amp;nbsp;que o governo americano sobre nossos direitos humanos. Ninguém protesta. Os mesmos políticos que acham um absurdo criticas do governo americano acham normais criticas da ONU. Os mesmos que acham errado levar lições de direitos humanos de quem trata mal terroristas acham certo levar lições de direitos humanos de &lt;A href=&quot;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5494&quot; target=_blank&gt;estrupadores de crianças&lt;/A&gt;.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT size=3&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot; size=3&gt;Eu só queria entender...&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT size=3&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot; size=3&gt;************&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT size=3&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot; size=3&gt;Eu também gostaria de saber o que os Sem-Terra tem contra o Bush. Que eu saiba, o Bush nada faz para impedir a reforma agraria no Brasil. Mas se tantos brasileiros odeiam os americanos de graça, porque não o MST?&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;!-- begin(Yahoo ad) --&gt;&lt;a href=&quot;http://ypn-rss.overture.com/rss/35557/51103/click/&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://ypn-rss.overture.com/rss/35557/51103/img/?url=http%3A%2F%2Famigosdaamerica.blogdrive.com%2Farchive%2F26.html&amp;amp;pid=1846251505&quot; alt=&quot;Ads by Yahoo!&quot; border=&quot;0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;!-- end(Yahoo ad) --&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>Eleições e Comparações</title>
      <link>http://amigosdaamerica.blogdrive.com/archive/25.html</link>
      <pubDate>Sun, 12 Nov 2006 20:17:07 GMT</pubDate>
      <description>&lt;P class=MsoPlainText&gt;Muita gente na direita está triste com os resultados das eleições americanas. Não acho que há razão para isso. Não muita.&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText&gt;Os republicanos, com Bush, têm um projeto de levar a democracia ao Oriente Médio (Eu acho que acreditar nisso é mais razoável que acreditar que essa guerra é só por causa do petróleo). Os democratas, sem nenhuma alternativa a Bush em política externa, tem vários projetos socialistas em política interna. O plano de Bush me parece mais necessário que os projetos dos democratas. Mas o partido de Bush perdeu o controle do legislativo nos EUA.&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText&gt;Isso pode significar que Bush passará dois anos como um impotente na casa branca. Pode significar, o que é mais provável, que os dois partidos terão que trabalhar juntos. Se por causa da oposição no congresso Bush não puder governar e acontecer mais uma tragédia como o atentado de 2001, o partido democrata será cobrado pelo público, e os democratas sabem disso. Se a oposição obrigar o governo americano a abandonar o povo do Iraque aos terroristas, e disso resultar uma crise no petróleo ou uma ditadura ferozmente antiamericana, o partido democrata será cobrado pelo público, e os democratas sabem disso. Bush, por seu lado, parece ser um homem disposto a fazer concessões a oposição em troca de apoio na questão do Iraque. Bush conviveu bem com uma maioria hostil, quando era governador do Texas. E Reagan, que nunca teve maioria na câmara americana, fez um ótimo governo. Então, o que provavelmente teremos nos próximos dois anos, será a mesma política, só que com mais cuidados. Isso, além do mais, para mim era uma tendência do governo Bush, que viria mesmo sem a derrota de agora.&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText&gt;Eu também acho melhor assim.&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;TEXT-ALIGN: center&quot;&gt;****************&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText&gt;O mais triste, e deveria ser triste para todo mundo que se interessa pelo assunto, é a comparação entre o caso americano e o caso brasileiro, no tocante ao equilíbrio e a harmonia entre os poderes executivo e legislativo.&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText&gt;Nos Estados Unidos, se sabe já que Bush será minoria no congresso, mas também se sabe que se Bush conseguir convencer o povo americano que um projeto é bom este será aprovado. O debate junto à opinião pública continua tão ou mais importante que manobras nos bastidores.&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText&gt;A mim, não é possível imaginar um esquema como o do &quot;mensalão&quot; para garantir maioria ao governo federal na América. Também me é quase impossível imaginar que um congresso brasileiro vote contra suas convicções (ou, mais provavelmente, falta delas) por pressão popular. Aqui no Brasil, todos sabiam que qualquer que fosse o vencedor das ultimas eleições, Lula ou Alckmin, este teria maioria na câmara. Como todo mundo sabe que muitos deputados serão subornados por Lula, e seriam por Alckmin. Como todo mundo sabe que a opinião pública seria ignorada, por qualquer um dos dois (alias, foi para isso que construíram Brasília).&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText&gt;Quem se interessou ou se alegrou com a vitória dos democratas e a derrota de Bush, deveria mais estar triste pelo Brasil.&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;TEXT-ALIGN: center&quot;&gt;****************&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText&gt;Há em Bush uma coisa que sempre me entristeceu: o seu gosto pela pena de morte, para agradar o eleitorado. Quando o Bush era governador do Texas, o estado era um dos campeões de execuções nos Estados Unidos. Isso não dependia só dele, claro: o judiciário texano era muito favorável à pena de morte, como era a opinião pública do Texas.&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText&gt;Eu já tinha comentado isso um pouco, aqui mesmo, se não me engano. Agora, a pena de morte voltou, e voltou com fins eleitorais: Saddam foi condenado à morte, para favorecer os republicanos. A maioria dos iraquianos também acharia muito boa a morte de Saddam. A maioria dos americanos também, pelo jeito.&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText&gt;Democraticamente, se matou gente no Texas. Democraticamente, se matará gente no Iraque. Quando a maioria quer matar, num regime democrático, alguém sempre morre. E não se enganem: se dependesse do povo, o Brasil também teria a pena de morte. É possível pensar em um argumento melhor contra a democracia que a pena de morte. Mas é difícil.&lt;/P&gt;&lt;!-- begin(Yahoo ad) --&gt;&lt;a href=&quot;http://ypn-rss.overture.com/rss/35557/51103/click/&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://ypn-rss.overture.com/rss/35557/51103/img/?url=http%3A%2F%2Famigosdaamerica.blogdrive.com%2Farchive%2F25.html&amp;amp;pid=1846251505&quot; alt=&quot;Ads by Yahoo!&quot; border=&quot;0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;!-- end(Yahoo ad) --&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>Reflexões sobre a &quot;crise das charges&quot;</title>
      <link>http://amigosdaamerica.blogdrive.com/archive/24.html</link>
      <pubDate>Wed, 15 Feb 2006 18:54:36 GMT</pubDate>
      <description>&lt;P&gt;Eu me dei ao trabalho de pesquisar quantos órgãos da mídia existem no mundo livre, sem censura religiosa ou política da parte do Estado (e é claro que censura só tem esse nome se partir do Estado). &lt;A href=&quot;http://www.blogdrive.com/manage/www.igutenberg.org/joreua.html&quot; target=_self&gt;Nesse site&lt;/A&gt;&amp;nbsp;eu achei mais de 600 jornais, nos Estados Unidos. &lt;A href=&quot;http://www.answers.com/topic/list-of-newspapers&quot; target=_self&gt;Nesse outro&lt;/A&gt; eu achei mais de 560 jornais, excluindo os americanos. É óbvio que isso é apenas uma pequena parte do total, principalmente o segundo site, que cita apenas dez jornais brasileiros. Essa pesquisa superficial deixa de fora os jornais municipais, revistas semanais, quinzenais ou mensais, sites da internet, estações de rádio e TV, etc. Mas basta para&amp;nbsp;saber que há milhares de instituições de comunicação onde há imprensa livre (com licença aos puristas da língua, já que é óbvio que não se pode considerar rádio e televisão, além dos sites, como &quot;imprensa&quot; - mas é essa a expressão que usam para falar da liberdade de se dizer o que quiser na internet, ou em rádios, ou televisão).&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Essa introdução não está fora do assunto,&amp;nbsp;a &quot;crise das charges&quot;, como está sendo chamado o conjunto de acontecimentos que vieram na esteira da publicação em um jornal dinamarquês de algumas charges de gosto duvidoso e humor idem a respeito de Maomé, fundador da religião muçulmana. Os intelectuais brasileiros, a maioria, estão dizendo que a liberdade de expressão não pode admitir a liberdade de blasfemar contra a religião alheia. &lt;A href=&quot;http://c-avolio.com/2006/02/liberdade-de-expresso-no-thanks.html&quot; target=_self&gt;Além da hipocrisia desse tipo de opinião&lt;/A&gt;(blasfêmias contra o cristianismo são tão comuns que muitas pessoas nem percebem mais) é um absurdo imaginar que se pode ter liberdade de opinião e de publicação que exclui o mal-gosto ou provocações grosseiras. Leiam de novo o que escrevi acima: há milhares de meios de comunicação nos EUA, no mundo todo, livre de censura, deve haver centenas de milhares, até milhões. Se há liberdade de opinião e de imprensa, como impedir que um jornal (ou um site, uma rádio, uma estação de TV, etc.) entre os milhares (milhões!) que existem difame alguma religião ou qualquer grupo organizado, ou se vulgarize? Se quisermos liberdade de opinião, temos que estar preparados para a provocação ou a vulgaridade. Os protestos contra as charges mostram duas coisas: muitos muçulmanos não estão preparados para a liberdade de opinião e publicação, e muitos ocidentais não estão preparados para defender a liberdade de opinião e publicação.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Agora, qualquer pessoa séria tem que admitir que as manifestações (melhor seria dizer &quot;surtos de histeria coletiva&quot;) que atingiram tantos países muçulmanos não foram espontâneas, mas sim organizadas e orquestradas pela Síria e pelo Irã &quot;ao estilo soviético&quot;, &lt;A href=&quot;http://www.libertaddigital.com/./opiniones/opi_desa_29614.html&quot; target=_self&gt;como diz&lt;/A&gt;&amp;nbsp;Frederico Jimenez Losantos, &lt;A href=&quot;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4576&quot; target=_self&gt;confirmado&lt;/A&gt; por Victor Grimbaum. Há uma comédia sinistra no Oriente Médio (na verdade, no mundo inteiro, mas a partir do Oriente Médio), e a &quot;crise das charges&quot;, crise totalmente artificial, é mais um ato na comédia. São atores o totalitarismo islâmico, a União Européia, os Estados Unidos e Israel.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;O totalitarismo islâmico são os terroristas que matam iraquianos no Iraque, e muçulmanos, judeus e cristão onde quer que tenham chance (matarão brasileiros com certeza, só precisa uma coisa: interessar). São também os governos que os apóiam e as pobres massas que esses mesmos governos exploram. Iludidas por propaganda em lugar de educação, os pobres diabos acabam fornecendo recrutas e mártires para vários tipos de grupos terroristas, e trabalhando para seus inimigos. Mas também faz parte do totalitarismo islâmico uma claque de intelectuais &quot;esclarecidos&quot;, que supostamente saberiam o que é melhor para o mundo. Não tenho dúvida que tais intelectuais sabem o que é bom para eles. Por tais intelectuais os muçulmanos acreditam ser melhor exigir censura religiosa no ocidente do que lutar pela liberdade de expressão em seus próprios países. Por tais intelectuais os políticos e burocratas da Europa são tímidos e até mesmo covardes para defender a liberdade de seus próprios países em face de uma clara intromissão estrangeira - porque estes intelectuais &lt;A href=&quot;http://www.olavodecarvalho.org/semana/051121dc.htm&quot; target=_self&gt;são muito respeitados no ocidente.&lt;/A&gt; Muitos deles são ocidentais, e todos estão cheios do que passa (na Europa, pelo menos) por cultura ocidental.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;A União Européia, a &lt;A href=&quot;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4578&quot; target=_self&gt;velha Europa&lt;/A&gt;, e principalmente a França e a Alemanha, seus países mais importantes, estão eles todos &lt;A href=&quot;http://www.libertaddigital.com/opiniones/opi_desa_29885.html&quot; target=_top&gt;com medo do totalitarismo islâmico&lt;/A&gt;. O que já era evidente com os motins em Paris, ano passado. Novamente, no caso das charges. Não se trata apenas do enfraquecimento econômico da Europa, mas também cultural - no caso, é um exemplo do feitiço que se volta contra o feiticeiro: A ideologia do moderno totalitarismo islâmico é uma combinação do islã tradicional &lt;A href=&quot;http://www.libertaddigital.com/opiniones/opi_desa_29782.html&quot; target=_self&gt;com&lt;/A&gt; &lt;A href=&quot;http://www.libertaddigital.com/opiniones/opi_desa_29736.html&quot; target=_self&gt;ideologias&lt;/A&gt; &lt;A href=&quot;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=3714&quot; target=_self&gt;européias&lt;/A&gt; &lt;A href=&quot;http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=4566&quot; target=_self&gt;decadentes&lt;/A&gt;. &lt;A href=&quot;http://www.lepanto.com.br/estisla.html&quot; target=_self&gt;É algo semelhante à teologia da libertação, versão islâmica.&lt;/A&gt; Todos os intelectuais esclarecidos que formularam e divulgam a ideologia do totalitarismo islâmico tiveram formação européia e uma parte não desprezível deles é de europeus. É mesmo fascinante como &lt;A href=&quot;http://exteriores.libertaddigital.com/articulo.php/1276231334&quot; target=_self&gt;o que paralisa e amedronta&lt;/A&gt; a Europa é praticamente &lt;A href=&quot;http://oacidental.blogspot.com/2006/02/em-1989-era-uma-afronta-hoje-legtimo.html&quot; target=_self&gt;o mesmo que encoraja e movimenta o totalitarismo islâmico.&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Por fim, os EUA e Israel. São os únicos países no mundo que resistem a sério contra o totalitarismo islâmico, por um motivo simples: sobrevivência. É óbvio que a vitória do totalitarismo islâmico no oriente médio será o fim de Israel enquanto nação. Quanto aos EUA, foram agredidos violentamente no dia 11 de setembro de 2001. E os muçulmanos não se contentarão com &lt;A href=&quot;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4567&quot; target=_self&gt;nada menos que o domínio do mundo&lt;/A&gt;. Israel está no caminho dos muçulmanos, mas depois &lt;A href=&quot;http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=1732&quot; target=_top&gt;sem dúvida&lt;/A&gt;&amp;nbsp;cairá a Europa e o Ocidente. O atentado do dia 11 de setembro de 2001 mostrou que os EUA não podem permitir que um governo lhes seja hostil. É uma questão de sobrevivência, simplesmente.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Tudo somado, a crise artificial das charges teve como objetivo mobilizar os muçulmanos e intimidar o ocidente. E, bem, &lt;A href=&quot;http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=2&amp;amp;id_news=214396&quot; target=_self&gt;conseguiram&lt;/A&gt;. É óbvio que com o ocidente intimidado e os fundamentalistas muçulmanos mobilizados, não se pode esperar mais por &quot;paz nos nossos dias&quot;. Os Estados Unidos e Israel são praticamente os únicos países que não podem ceder ao totalitarismo islâmico, porque isso significaria a destruição de Israel e mais ataques contra alvos civis dentro dos EUA. A longo prazo, isso também significaria o domínio islâmico na Europa, e o fim da civilização ocidental.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Os brasileiros fazem parte da civilização ocidental, e muito prezam os valores da civilização ocidental, como a separação entre a Igreja e o Estado, a democracia capitalista e a liberdade de opinião e de imprensa. Mas se os brasileiros gostam desses valores, os &lt;A href=&quot;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4547&quot; target=_self&gt;intelectuais brasileiros&lt;/A&gt; parecem não gostar muito deles, influenciados pelas ideologias européias e frustrados com nosso fraco desempenho em praticamente todos os campos relevantes, em comparação ao sucesso americano. É por influencia dessa intelectualidade europeizada que não estamos firmes com os americanos e israelenses em sua luta pela civilização ocidental. Nesse caso das charges, essa mesma intelectualidade &lt;A href=&quot;http://www.primeiraleitura.com.br/auto/entenda.php?id=6979&quot; target=_self&gt;hesitou em ficar contra as ameaças à liberdade de expressão pelo totalitarismo muçulmano&lt;/A&gt;. Muitos repetiram, como se tivessem assistido a uma grande aula coletiva de doutrinação ao mesmo tempo (o que não está longe da verdade): &quot;A liberdade de opinião e publicação é necessária, mas deve vir acompanhada pelo respeito à religião alheia. Portanto, os dois lados erraram, tanto os que publicaram as charges quanto os que protestaram violentamente&quot;. Bem, isso é desconversa, enrolação, ou pior, é fingir estar em cima do muro da neutralidade enquanto ajuda um lado e prejudica outro &lt;A href=&quot;http://www.olavodecarvalho.org/semana/060209jb.htm&quot; target=_self&gt;(especialidade dos intelectuais brasileiros).&lt;/A&gt;Primeiro porque é materialmente impossível exigir respeito à religião alheia onde há liberdade de imprensa no mundo moderno, já demonstrei porque (nem entro em considerações filosóficas sobre o liberalismo). Segundo, porque as ofensas em si, se existiram (para mim não), não provocaram nenhum protesto (estes tomaram as charges como pretexto mas o verdadeiro motivo foi outro, como também já demonstrei). Ao reduzir a questão apenas à publicação das charges e a violência dos protestos, sem se aprofundar em nenhuma direção, e afetar (e este o termo) indignação contra os dois lados por igual, a intelectualidade brasileira na verdade está contribuindo para minar o desejo (que já não é muito) dos brasileiros em defender a civilização ocidental. Se pudessem, os intelectuais brasileiros convocariam todo o povo para uma &quot;jihad&quot; antiamericana. Não podem, então tentam impedir que as pessoas tenham alguma simpatia pelos americanos e israelenses, que são talvez os únicos que &lt;A href=&quot;http://www.olavodecarvalho.org/semana/060219zh.htm&quot; target=_parent&gt;merecem simpatia&lt;/A&gt;&amp;nbsp;nessa história toda.&lt;/P&gt;&lt;!-- begin(Yahoo ad) --&gt;&lt;a href=&quot;http://ypn-rss.overture.com/rss/35557/51103/click/&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://ypn-rss.overture.com/rss/35557/51103/img/?url=http%3A%2F%2Famigosdaamerica.blogdrive.com%2Farchive%2F24.html&amp;amp;pid=1846251505&quot; alt=&quot;Ads by Yahoo!&quot; border=&quot;0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;!-- end(Yahoo ad) --&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>Lima Barreto</title>
      <link>http://amigosdaamerica.blogdrive.com/archive/22.html</link>
      <pubDate>Thu, 19 Jan 2006 15:27:33 GMT</pubDate>
      <description>&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'MS Mincho'&quot;&gt;Lá estou eu lendo &lt;A href=&quot;http://fredb.sites.uol.com.br/clara.html&quot; target=_self&gt;um artigo&lt;/A&gt;&amp;nbsp;sobre&amp;nbsp;Lima Barreto e dou com este trecho:&lt;?xml:namespace prefix = o ns = &quot;urn:schemas-microsoft-com:office:office&quot; /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'MS Mincho'&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: red; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'MS Mincho'&quot;&gt;Os &quot;bíblias&quot; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: red; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'MS Mincho'&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;mso-spacerun: yes&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/SPAN&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: red; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'MS Mincho'&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;mso-spacerun: yes&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/SPAN&gt;Ao descrever o subúrbio, Lima Barreto aborda o advento dos &quot;bíblias&quot;, os protestantes que alugam uma antiga chácara e passam a conquistar novos fiéis para seu culto: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: red; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'MS Mincho'&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;mso-spacerun: yes&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/SPAN&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: red; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'MS Mincho'&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;mso-spacerun: yes&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/SPAN&gt;&quot;Joaquim dos Anjos ainda conhecera a &quot;chácara&quot; habitada pelos proprietários respectivos; mas, ultimamente, eles se tinham retirado para fora e alugado aos &quot;bíblias&quot;... O povo não os via com hostilidade, mesmo alguns humildes homens e pobres raparigas dos arredores freqüentavam-nos, já por encontrar nisso um sinal de superioridade intelectual sobre os seus iguais, já por procurarem, em outra casa religiosa que não a tradicional, lenitivo para suas pobres almas alanceadas, além das dores que seguem toda e qualquer existência humana.&quot; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: red; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'MS Mincho'&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;mso-spacerun: yes&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/SPAN&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: red; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'MS Mincho'&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;mso-spacerun: yes&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/SPAN&gt;E reflete sobre a nova seita: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: red; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'MS Mincho'&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;mso-spacerun: yes&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/SPAN&gt;&quot;Era Shays Quick ou Quick Shays daquela raça curiosa de yankees fundadores de novas seitas cristãs. De quando em quando, um cidadão protestante dessa raça que deseja a felicidade de nós outros, na terra e no céu, à luz de uma sua interpretação de um ou mais versículos da Bíblia, funda uma novíssima seita, põe-se a propagá-la e logo encontra dedicados adeptos, os quais não sabem muito bem por que foram para tal novíssima religiãozinha e qual a diferença que há entre esta e a de que vieram.&quot; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: red; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'MS Mincho'&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;mso-spacerun: yes&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/SPAN&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: red; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'MS Mincho'&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;mso-spacerun: yes&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/SPAN&gt;A crítica às &quot;novas seitas cristãs&quot; revela também a ojeriza de Lima Barreto à influência americana no Brasil. Como o colocou Antônio Arnoni Prado, o autor de Clara dos Anjos &quot;interessou-se pelos Estados Unidos, em virtude do tratamento desumano que este país dispensava aos seus cidadãos de cor. (...) Censurou duramente a discriminação racial americana, assim como o expansionismo imperialista dos 'yankees', que, através da diplomacia do dólar, ia, a seu ver, convertendo o Brasil num autêntico protetorado.&quot;&lt;SPAN style=&quot;mso-spacerun: yes&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/SPAN&gt;Nada mais profético.&lt;/SPAN&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'MS Mincho'&quot;&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'MS Mincho'&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'MS Mincho'&quot;&gt;O antiamericanismo está em toda parte. Para aqueles que acham &quot;legal&quot; e muito razoável dizer que o pró-americanismo é tão ruim quanto o antiamericanismo - eu desafio a encontrar besteira semelhante pró-americana em algum estudo, ensaio ou artigo com pretensão a seriedade. Só esta pesquisa já basta para qualquer pessoa razoável concluir que por mais errado que estejam os EUA ou seus admiradores, mesmo assim, ser pró-americano é melhor que ser anti.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'MS Mincho'&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'MS Mincho'&quot;&gt;Quando o Brasil se transformou em um protetorado americano? Até onde eu sei nunca um governo brasileiro recebeu uma ordem dos Estados Unidos para nossa política externa - e sem isso não se pode de jeito nenhum dizer que somos ou fomos em alguma época um protetorado. O &quot;alinhamento automático&quot; da política externa brasileira, para mim, tem duas explicações: Associação dos anticomunistas brasileiros com o anticomunismo internacional, representado principalmente pelos EUA, e morosidade burocrática: um governo recebe essa herança do anterior, como por exemplo Costa e Silva recebeu de Castelo Branco, e continua, sem maiores pretensões. É uma política externa de origem interna. Não se pode falar em &quot;protetorado&quot;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'MS Mincho'&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'MS Mincho'&quot;&gt;A &quot;Diplomacia do dólar&quot; é um termo um tanto vago. Não há maiores detalhes no texto. Talvez Lima Barreto (ou Antônio Arnoni Prado) se referisse aos investimentos e empréstimos que nos colocariam a mercê do governo americano. Esses investimentos, é claro, são privados, e sua origem também é antes interna que externa: a falta de capital nacional nos países da América do Sul atraiu os investimentos externos, e as necessidades de pagar as contas dos gastos de nossos políticos e burocratas, e suas quase sempre desastrosas obras públicas, criaram as &quot;dívidas externas&quot;. Certamente o governo americano defendeu uma vez ou outra suas empresas na América do Sul. Nunca conspirou contra um governo apenas por isso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'MS Mincho'&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'MS Mincho'&quot;&gt;Na época em que Lima Barreto escrevia Clara dos Anjos os EUA &lt;A href=&quot;http://www.exercito.gov.br/04Maoami/missaopaz/minustah/histori.htm&quot; target=_self&gt;ocupavam militarmente o Haiti&lt;/A&gt;. Nesse caso a preocupação de Lima Barreto se justifica, em parte. O tempo mostrou, afinal de contas, que a intervenção de Wilson no Haiti não se definiu como um padrão da política externa americana. Podemos então compreender as preocupações de Lima Barreto, mas não a do crítico Antônio Arnoni Prado, que deveria saber muito bem que não havia mais riscos dos países latino-americanos se transformarem em &quot;protetorados&quot;, na época em que escreveu sobre Lima Barreto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'MS Mincho'&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-font-family: 'MS Mincho'&quot;&gt;A &quot;discriminação racial americana&quot; era oficial (se refletia nas leis dos estados americanos) e realmente era um grave problema social naquele tempo. Mas isso seria um problema só dos Estados Unidos? No próprio livro de Lima Barreto se mostra exemplos de racismo no Brasil. Não é estranho que as mesmas pessoas (vá lá, quase todas) que falam em racismo para atacar os EUA insistem que no Brasil também há racismo? Um bom exemplo é a próprio autor do &lt;A href=&quot;http://fredb.sites.uol.com.br/clara.html&quot; target=_self&gt;citado artigo&lt;/A&gt;&amp;nbsp;sobre Lima Barreto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;&lt;!-- begin(Yahoo ad) --&gt;&lt;a href=&quot;http://ypn-rss.overture.com/rss/35557/51103/click/&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://ypn-rss.overture.com/rss/35557/51103/img/?url=http%3A%2F%2Famigosdaamerica.blogdrive.com%2Farchive%2F22.html&amp;amp;pid=1846251505&quot; alt=&quot;Ads by Yahoo!&quot; border=&quot;0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;!-- end(Yahoo ad) --&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>Luis Fernando “Very True” e a Guerra no Iraque</title>
      <link>http://amigosdaamerica.blogdrive.com/archive/21.html</link>
      <pubDate>Wed, 07 Dec 2005 17:58:42 GMT</pubDate>
      <description>&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT size=3&gt;&lt;FONT color=#000000&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;Da coluna do Luis Fernando Veríssimo no Globo, dia 27 de novembro de 2005:&lt;?xml:namespace prefix = o ns = &quot;urn:schemas-microsoft-com:office:office&quot; /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot; color=#000000 size=3&gt;&amp;nbsp;&lt;/FONT&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;I style=&quot;mso-bidi-font-style: normal&quot;&gt;&lt;FONT size=3&gt;&lt;FONT color=#000000&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;“Nos Estados Unidos, o paradoxo de a maioria democrata votar no partido dos ricos contra seus próprios interesses econômicos se explica pelo truque republicano de valorizar o economicamente irrelevante — aborto, direitos dos gays, religião — e ser o partido dos bons costumes acima de tudo”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/I&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot; color=#000000 size=3&gt;&amp;nbsp;&lt;/FONT&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT size=3&gt;&lt;FONT color=#000000&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;Como alguém pode dizer tanta besteira em tão poucas palavras? Mesmo sendo o Luis Fernando Veríssimo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot; color=#000000 size=3&gt;&amp;nbsp;&lt;/FONT&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT size=3&gt;&lt;FONT color=#000000&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;Primeiro, a maioria dos americanos não&amp;nbsp;são nem democratas nem republicanos. Segundo, os ricos nos EUA, a maioria,&amp;nbsp;são democratas,&amp;nbsp;financiam as campanhas democratas e são contra Bush. Terceiro, os interesses econômicos dos americanos seriam uma razão a mais para que os republicanos, que se dizem o partido da iniciativa privada e das taxas baixas (se isso é verdade ou não é outra questão) serem majoritários nos EUA. Quarto, o “truque” de valorizar temas “economicamente irrelevantes” como aborto, direito dos gays e religião não é da direita, mas da esquerda – que pretende que estes temas (entre outros) sejam assunto de Estado. Quinto, a pretensão de ser a favor da religião e dos bons costumes não é nem de longe exclusivamente republicana – é só pensar em William Jennings Bryan combatendo o evolucionismo no famoso “julgamento do macaco”. E sexto, o que decidiu a eleição a favor de Bush não foi sua retórica moralista e religiosa, mas a guerra contra o totalitarismo de inspiração islâmica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot; color=#000000 size=3&gt;&amp;nbsp;&lt;/FONT&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT size=3&gt;&lt;FONT color=#000000&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;Implícito está, nas palavras de Veríssimo, que o povo americano é idiota e vota contra seus interesses (o que Veríssimo considera ser interessante para o povo americano) porque é enganado pela retórica republicana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot; color=#000000 size=3&gt;&amp;nbsp;&lt;/FONT&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT size=3&gt;&lt;FONT color=#000000&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;Rimos das perolas do Lula, mas o Veríssimo, quando quer ser levado a sério, não é menos “peroloso”. Espero rir por muitos anos ainda das perolas do Veríssimo. Porque apesar de tudo ainda é melhor rir do que chorar.&lt;br&gt;
&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br&gt;
&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;***************************************&lt;br&gt;
&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;br&gt;
&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot; color=#000000 size=3&gt;A guerra do Iraque (em verdade guerra &lt;B&gt;no&lt;/B&gt; Iraque, e não &lt;B&gt;do&lt;/B&gt;,&amp;nbsp;contra o Fascismo Islâmico) provavelmente demorará muito tempo. Mas é impossível, I-M-P-O-S-S-Í-V-E-L, que os fascistas islâmicos derrotem os americanos e os iraquianos. Os americanos e os iraquianos têm mais recursos que os fascistas islâmicos. Os americanos e os iraquianos ganham também dos fascistas islâmicos em mérito militar. E se vale à vontade do povo, também aí os americanos e os iraquianos derrotam os fascistas islâmicos – aliás, por isso os fascistas islâmicos não quiseram participar das eleições no Iraque.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT size=3&gt;&lt;FONT color=#000000&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot; color=#000000 size=3&gt;Com todas estas vantagens os americanos e os iraquianos só poderiam ser derrotados pelos fascistas islâmicos se, ao longo do tempo, uma guerra de desgaste esgotasse a paciência da opinião pública americana e os EUA abandonassem os iraquianos, e estes, desunidos, deixassem de combater os fascistas islâmicos. Mas isso não acontecerá. Os iraquianos sabem bem o que os espera se perderem para os terroristas – eles ainda se lembram do que foi a ditadura de Saddam, mesmo se os atentados freqüentes e contra o povo iraquiano não lhes despertassem a memória. Não, os iraquianos não querem ser governados por tal “gente”.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT size=3&gt;&lt;FONT color=#000000&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoNormal style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot; color=#000000 size=3&gt;Quanto aos americanos, eles se lembram do atentado do dia 11 de setembro de 2001. Eles sabem que se abandonarem os iraquianos à própria sorte os fascistas islâmicos se animarão e atentarão de novo contra os americanos. Por isso não podem admitir perder no Iraque.&lt;/FONT&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;!-- begin(Yahoo ad) --&gt;&lt;a href=&quot;http://ypn-rss.overture.com/rss/35557/51103/click/&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://ypn-rss.overture.com/rss/35557/51103/img/?url=http%3A%2F%2Famigosdaamerica.blogdrive.com%2Farchive%2F21.html&amp;amp;pid=1846251505&quot; alt=&quot;Ads by Yahoo!&quot; border=&quot;0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;!-- end(Yahoo ad) --&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>George W. Bush e o Correio Braziliense</title>
      <link>http://amigosdaamerica.blogdrive.com/archive/20.html</link>
      <pubDate>Mon, 14 Nov 2005 14:52:37 GMT</pubDate>
      <description>&lt;P&gt;Manchete do Correio Braziliense do dia 06/11/2005, Domingo:&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;LULA E BUSH: O encontro das duas crises.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Até que o jornal não está errado. Mas está incompleto: os dois podem ainda ganhar as próximas eleições presidenciais, Lula candidato à reeleição e Bush apoiando o candidato republicano (que não será Condoleezza Rice). Não tanto por eles mas pela fraqueza dos adversários. Quer dizer, qualquer um, até o Enéas Carneiro é melhor que o Lula. Mas se sabe que o melhor candidato nem sempre agrada mais as massas (no Brasil, em eleições para presidente, isso nunca aconteceu) e o Lula tem o seu carisma (quer dizer, agrada muita gente com seu estilo &quot;ignorante mas bom coração&quot;) e ainda a máquina do PT e do governo federal. Em compensação, no caso dos EUA, os democratas, além de piores que o Bush, têm menos votos (embora tenham mais adeptos, segundo pesquisas) e parece que não terão mesmo candidato melhor que a &quot;Hilária&quot; Clinton (que não ganha de jeito nenhum, nem mesmo na improvável hipótese de Condi Rice ser a candidata republicana). Os dois presidentes estão &quot;maus&quot;, como se diz, mas a oposição não consegue aproveitar isso. Sorte dos EUA (ou talvez fosse melhor dizer &quot;menos mal para os EUA&quot;), azar do Brasil.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Na matéria mesmo (a matéria tem quatro páginas, da 24 a 27) o Correio Braziliense comete alguns erros. Não acho que por antiamericanismo (quer dizer, talvez seja um pouco por isso também), mas principalmente por incompetência. Na página 24 há uma imagem com os dois presidentes se cumprimentando, cada um em chamas, e logo abaixo uma tabela com os problemas de cada um:&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;BUSH:&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Caso da Espiã (Um caso menor); Suprema Corte (A rejeição e renuncia de Harriet Miers, que logo será esquecida e que foi parcialmente superada com a indicação de Alito no lugar de Harriet Miers, o que foi o fracasso de uma tentativa de evitar uma briga com os democratas, mas não uma grande derrota. Note o leitor que o jornal continua com a mania para mim inexplicável de chamar o Supremo Tribunal dos EUA de Suprema Corte); e a guerra no Iraque (Esse sim um problema grave - Os americanos têm que ganhar essa guerra, mas não podem fazer isso em pouco tempo. Ganharão, mas até lá podem acabar em má situação em outras frentes, como na América do Sul mesmo, ou na Ásia oriental).&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;LULA:&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Mensalão (Já sabemos o que é); Caixa 2 (Faz parte do escândalo do mensalão, que por sua vez faz parte do escândalo dos correios... Os dois casos deveriam estar reunidos como &quot;CPIs&quot;); e Dólares Cubanos (Deve ser verdade que Fidel Castro financiou a campanha do Lula, mas como isso se provará? A VEJA nada disse que prove alguma coisa, mesmo que tudo o que saiu seja verdade). Melhor teria sido ter citado o fraco desempenho da economia brasileira e a derrota no referendo. Esses sim são problemas graves para o Lula.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Confirma-se na matéria que os EUA esperam que Lula seja uma garantia de estabilidade na América Latina. Se não é nem no Brasil... Os americanos são em essência um povo otimista, e isso os leva a cometer erros. No passado os americanos foram otimistas em relação a Lênin, Stalin, Fidel Castro e Yasser Arafat, e agora são otimistas em relação à China e ao Lula. Espero que desta vez estejam certos.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Ridículos protestos contra Bush são mencionados. Protestos que não ajudam aos iraquianos, não ajudam aos americanos do norte, não ajudam aos americanos do sul, não ajudam aos brasileiros, não ajudam a ninguém - com a possível exceção do Lula e sua quadrilha, distraindo o público com um show de antiamericanismo. Não apareceu nessa matéria mas estes &quot;protestantes&quot; sujaram os monumentos de Brasília com pichação antibush. Oscar Niemeyer, que projetou estes monumentos, não protestou e nem protestará.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Fiquei sabendo também que a Câmara Legislativa de Brasília votou há dois anos que Bush é persona non-grata (sic) no DF. O deputado distrital Chico Leite, do PT, um dos que votaram a moção, declarou que &quot;a casa que representa o povo de Brasília não receberá Bush de braços abertos&quot;.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;O Correio Braziliense dá uma de &quot;direita&quot; ao reconhecer (numa matéria assinada por Luis Osvaldo Grosmann) que o comercio com os EUA é importante para o Brasil. Reconhecer isso é ser de direita, aqui no Brasil. Pobres de nós.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Por outro lado João Cláudio Garcia, numa notinha na página 27, comenta a &quot;decepção do eleitorado&quot; com o &quot;modelo neoliberal&quot;. Ele está falando dos governos FHC, Menem, Fujimori, etc., que para João Cláudio Garcia foram neoliberais. Mais uma vez, pobres de nós.&lt;br&gt;
&lt;/P&gt;&lt;!-- begin(Yahoo ad) --&gt;&lt;a href=&quot;http://ypn-rss.overture.com/rss/35557/51103/click/&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://ypn-rss.overture.com/rss/35557/51103/img/?url=http%3A%2F%2Famigosdaamerica.blogdrive.com%2Farchive%2F20.html&amp;amp;pid=1846251505&quot; alt=&quot;Ads by Yahoo!&quot; border=&quot;0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;!-- end(Yahoo ad) --&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>Eu também posso errar, ora essa!</title>
      <link>http://amigosdaamerica.blogdrive.com/archive/19.html</link>
      <pubDate>Sat, 29 Oct 2005 01:03:21 GMT</pubDate>
      <description>&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;I style=&quot;mso-bidi-font-style: normal&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: green; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;“Eu não sei o que Bush fará nesses quatro anos, não tenho certeza. Mas sei algumas coisas que ele não fará. Uma delas: ele não nomeará nenhum juiz antiaborto para o Supremo Tribunal dos EUA”. Foi o que eu escrevi em março. Depois disso duas vagas se abriram no Supremo Tribunal dos EUA. Bush nomeou John Roberts e Harriet Miers. Nenhum dos dois é com certeza antiaborto. De Roberts ainda se pode esperar uma surpresa (mas eu não acredito), de Miers não. Os dois foram escolhidos para serem aprovados sem maiores problemas pelos democratas.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = &quot;urn:schemas-microsoft-com:office:office&quot; /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/I&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;I style=&quot;mso-bidi-font-style: normal&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: green; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/I&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;I style=&quot;mso-bidi-font-style: normal&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: green; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;A indicação de Miers deixou constrangidos mesmo fortes aliados de Bush, e estão fazendo muito barulho nessa questão. Bem, duas coisas me parecem certas: Bush não voltará atrás nessa indicação e Harriet Miers será aprovada sem maiores problemas pelo senado, com maioria republicana, maioria muito mais nominal que real, pois os democratas sabem que se rejeitarem Miers Bush poderá indicar outra pessoa, e terá que indicar alguém mais de acordo com a base republicana, já que a estratégia de concessões aos democratas terá fracassado. Então os democratas não criarão maiores problemas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/I&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;I style=&quot;mso-bidi-font-style: normal&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: green; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/I&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;I style=&quot;mso-bidi-font-style: normal&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: green; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;De Harriet Miers podemos com certeza esperar uma coisa: mediocridade. Votará como mais interessar a Bush. No que não interessar a Bush, votará com Roberts. Ela dificilmente se revelará mais à direita do que imaginamos. Pode se revelar mais esquerdista. Se ela se revelar uma conservadora sólida os democratas se sentirão à vontade para uma oposição ainda mais dura contra Bush. Então ela não irá para a direita, uma vez empossada no Supremo Tribunal Americano. Contra o aborto ela não votará. Mas certamente ela dará a Bush o que ele quiser para ajudá-lo a derrotar o terror, na medida em que Bush depender de um voto no Supremo Tribunal Americano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/I&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;I style=&quot;mso-bidi-font-style: normal&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: green; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/I&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;I style=&quot;mso-bidi-font-style: normal&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: green; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;Isso pode deixar Bush e os republicanos em má situação? Pode. Veremos isso e, 2006, quando haverá eleições para o senado nos EUA. Se a repercussão negativa entre os conservadores não se amainar os republicanos perderão a maioria do senado, o que pode complicar a situação do partido nas eleições presidenciais de 2008.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/I&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;I style=&quot;mso-bidi-font-style: normal&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: green; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/I&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;I style=&quot;mso-bidi-font-style: normal&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: green; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;Bush quer ganhar a guerra contra o terror. Ele está disposto a sacrificar seus princípios religiosos, ideológicos e morais para isso. Está disposto a sacrificar a saúde financeira de seu povo. Está disposto a sacrificar (ou pelo menos arriscar) a maioria de seu partido na política americana. O único paralelo semelhante na história que eu posso imaginar é com Juscelino Kubistcheck. JK se obcecou com Brasília no final de seu mandato e sacrificou as finanças brasileiras, a hegemonia da drobadinha PSD-PTB, que o tinha elegido, e a própria estabilidade democrática do Brasil. Tudo pela obsessão por Brasília. Se querem um paralelo com Bush esqueçam Wondrow Wilson, esqueçam os dois Roosevelt, esqueçam Kennedy e Johnson. O mais parecido com Bush, no mundo inteiro, é Juscelino Kubistcheck.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/I&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;I style=&quot;mso-bidi-font-style: normal&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: green; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/I&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;I style=&quot;mso-bidi-font-style: normal&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: green; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;Já a Harriet Miers provavelmente será muito parecida com o nosso Nelson Jobim. Quer dizer, será mais leal, mais honesta, e menos ambiciosa, mas no resto será Jobim em tudo. Será o líder de Bush no Supremo Tribunal Americano, se tal existir. Como ela se comportará quando Bush tiver deixado o poder eu não sei. Também não sei como ela se comportará quando (e não “se”) os americanos derrotarem o terrorismo. É provável que ela não esteja mais no Supremo Tribunal Americano quando isso acontecer. Essa guerra levará muito tempo ainda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/I&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;I style=&quot;mso-bidi-font-style: normal&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: green; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/I&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;I style=&quot;mso-bidi-font-style: normal&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: green; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;Por fim, devo dizer que vi gente achando a maior chatice esse debate sobre a indicação de Harriet Miers, e de certa forma é mesmo. Mas a comparação com o Brasil e ainda aí desvantajosa. No Brasil muitas vezes nem sabemos o nome de um indicado ao Supremo Tribunal Federal. Às vezes nem chega a ser manchete. O contraste com a paixão dos debates entre os americanos (note o leitor que Harrriet Miers já está escolhida, Bush não voltará atrás e ela será confirmada pelo senado) é até chocante. É inevitável a conclusão que nosso povo não se interessa muito pelo judiciário, muito menos em exercer a cidadania.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/I&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;I style=&quot;mso-bidi-font-style: normal&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: green; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/I&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;I style=&quot;mso-bidi-font-style: normal&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; COLOR: green; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;* * * * * * * * * * * * *&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/I&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;I style=&quot;mso-bidi-font-style: normal&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;FONT color=#000000&gt;&amp;nbsp;&lt;/FONT&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/I&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;&lt;FONT color=#000000&gt;Eu escrevi esse texto há dois ou três dias, e não publiquei por falta de alguns detalhes. Foi antes da renuncia de Harriet Miers à sua indicação. Que me surpreendeu, é claro. Eu acho que ela seria facilmente confirmada, mas acabaria sendo um estorvo para seu partido e para o presidente Bush.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;FONT color=#000000&gt;&amp;nbsp;&lt;/FONT&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;&lt;FONT color=#000000&gt;Eu mantenho o artigo na integrar para mostrar que também posso errar. Estou longe de ser o monstro de arrogância que alguns imaginam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;FONT color=#000000&gt;&amp;nbsp;&lt;/FONT&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;&lt;FONT color=#000000&gt;O principal, que é o fato de que Bush não colocará nenhum extremista da direita religiosa no supremo tribunal americano, eu mantenho, como &lt;A href=&quot;http://amigosdaamerica.blogdrive.com/archive/cm-03_cy-2005_m-03_d-05_y-2005_o-0.html&quot; target=_blank&gt;já disse há algum tempo&lt;/A&gt;. Bush não indicará nenhum juiz antiaborto – ou melhor, pode até indicar um agora, sabendo que ele será derrotado e depois ele poderá indicar um juiz mais, digamos, “bipartidário”. Nada que ameace a guerra contra o terror.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;FONT color=#000000&gt;&amp;nbsp;&lt;/FONT&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;&lt;FONT color=#000000&gt;O aborto livre, até agora, matou mais gente que todos os atentados terroristas somados. O aborto livre continuará livre no que depender dos juízes escolhidos por Bush. Quaisquer que sejam eles. Não há chance de serem antiaborto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;FONT color=#000000&gt;&amp;nbsp;&lt;/FONT&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;SPAN style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'&quot;&gt;&lt;FONT color=#000000&gt;E continuo também achando que o maior paralelo possível com Bush é Juscelino Kubistcheck. Claro que comparar a guerra contra o terrorismo com a construção de Brasília é totalmente absurdo. Mas a obsessão de ambos e as concessões que estão dispostos a fazer aos adversários em troca dessa obsessão são muito parecidas. Bem como os resultados em suas bases políticas. Juscelino Kubscheck destruiu a hegemonia de seu partido (a coligação PSD-PTB). Bush destruirá a maioria dos republicanos? Bem, veremos.&lt;br&gt;
&lt;/P&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br&gt;
&lt;FONT face=&quot;Times New Roman&quot; color=#000000 size=3&gt;&lt;/P&gt;&lt;/FONT&gt;
&lt;P class=MsoPlainText style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&lt;IMG src=&quot;http://cagle.msnbc.com/news/MiersResigns/images/crowson.jpg&quot;&gt;&lt;br&gt;
&lt;BR&gt;
&lt;BR&gt;
&lt;BR&gt;
&lt;br&gt;
&lt;IMG src=&quot;http://content.todayscartoons.uclick.com/?feature=5db7075a14c9a90a771e88f154c69a63&quot;&gt;&lt;!-- begin(Yahoo ad) --&gt;&lt;a href=&quot;http://ypn-rss.overture.com/rss/35557/51103/click/&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://ypn-rss.overture.com/rss/35557/51103/img/?url=http%3A%2F%2Famigosdaamerica.blogdrive.com%2Farchive%2F19.html&amp;amp;pid=1846251505&quot; alt=&quot;Ads by Yahoo!&quot; border=&quot;0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;!-- end(Yahoo ad) --&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>Estado Mínimo (e mais algumas coisas)</title>
      <link>http://amigosdaamerica.blogdrive.com/archive/18.html</link>
      <pubDate>Tue, 20 Sep 2005 21:35:45 GMT</pubDate>
      <description>&lt;P&gt;Nos Estados Unidos o Estado falhou. Isso é o óbvio. Os governos local, estadual e federal falharam. Óbvio, não?&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Não.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Aqui está esta perola do Sebastião Nery:&lt;/P&gt;&lt;I&gt;&lt;A href=&quot;http://www.correiodesergipe.com/lernoticia.php?noticia=8567&quot; target=_blank&gt;O que havia em Nova Orleans de instituição pública, para enfrentar o horror? Nada. Só apareceu, vindo de longe, o Bush abestalhado, o Exército distribuindo prisões e tiros, e o Exército da Salvação distribuindo sopa. E só.&lt;br&gt;
Eles não têm assistência social, não têm hospital público, não têm posto de saúde público, não têm creches públicas, não têm escolas públicas, não têm defesa civil pública, não têm serviço funerário público, não têm abrigos públicos, não têm nenhum serviço de emergência. Tudo é privado. Quando a população precisou, sumiram todos. Não podiam faturar. Se Palocci e Meirelles morassem lá, seriam ajudantes de doleiros. Fugiam na véspera.&lt;br&gt;
E, suprema prova de uma sociedade rica e imbecilizada, desumana, criminosamente injusta: não têm sequer um serviço público de estatística para contar quantos morreram nem um Instituto Médico Legal para atestar as mortes. São mil, 5 mil, 10 mil? Não sabem. Ninguém sabe. Nem o prefeito.&lt;/A&gt;&lt;/I&gt;&lt;BR&gt;
&lt;P&gt;Acontece que muitas instituições públicas teriam tido condições de enfrentar o &quot;horror&quot;. Acontece que Presidente Bush ofereceu ajuda a governadora do Estado de Luisiania e esta relutou em aceitá-la. Temos o testemunho do prefeito de Nova Orleans, neste link: (&lt;A href=&quot;http://transcripts.cnn.com/TRANSCRIPTS/0509/05/ltm.01.html&quot;&gt;http://transcripts.cnn.com/TRANSCRIPTS/0509/05/ltm.01.html&lt;/A&gt;). Todos os testemunhos são concordes que a confusão e os desencontros entre os governos municipais, estaduais e federais foram o maior problema, além do próprio furacão - que não foi culpa de ninguém, é evidente. O mais provável é que, para o povo de Nova Orleans, teria sido melhor NENHUM Estado do que MAIS Estado. Desde já pedindo desculpas pela ousadia e pelo incomodo, citarei &lt;A href=&quot;http://blogico.blogspot.com/&quot; target=_blank&gt;Rafael Azevedo&lt;/A&gt;: &lt;/P&gt;
&lt;P&gt;&lt;I&gt;&lt;A href=&quot;http://blogico.blogspot.com/2005/09/estatolatria-capacidade-do-ser-humano.html&quot; target=_blank&gt;A capacidade do ser humano de tirar conclusões erradas dos fatos mais óbvios é estonteante. Acreditem se puder, há gente que acredita piamente que o caos e as mortes causadas pela passagem do Katrina podem de alguma maneira ser incorporados a uma crítica ao liberalismo, na medida em que tais desmandos teriam sido (segundo estas pessoas) uma prova do mal que a pouca presença (segundo estas pessoas também) do Estado na vida norte-americana teria ocasionado. Meu Deus, é espetacularmente óbvio que se trata exatamente o contrário - as cagadas antes, durante e pós-Katrina nada mais são do que um reflexo nítido do estrago que o inchaço estatal (especialmente a nível estadual e municipal) pode causar - e causou - e da incompetência completa dos burocratas, especialmente ao lidar com situações desta magnitude.&lt;br&gt;
A multidão de pessoas que se dedicou a saques, tiroteios e estupros, por exemplo - ao contrário do que ocorreu em outros lugares atingidos por desastres naturais dessa magnitude, como por exemplo no tsunami da Ásia - tem uma relação evidente com políticas falidas de social welfare. Foi a prova definitiva, se é que era preciso de uma, de que ficar dando handouts de dinheiro pra alguém que não trabalhe - ao invés de utilizar esta dinheirama de outras maneiras que possam estimular o surgimento de novos empregos - acaba simplesmente encorajando as pessoas a não trabalhar, e ocasionando geração após geração de desocupados, desprovidos de ambições, acostumados a mamar na teta da grande e gorda babá estatal para sustentar todos os frutos de seu ócio.&lt;br&gt;
Já toda a polêmica com a ineficiência do FEMA, a manutenção dos diques bem aquém do desejável, e a hesitação dos órgãos governamentais em como executar e coordenar os esforços de evacuação e resgate, só ilustra de maneira sensível algo que qualquer um que já teve que fazer algo simples, como retirar um documento numa repartição pública brasileira, sabe bem - a incompetência e a morosidade congênitas do funcionalismo público.&lt;/A&gt;&lt;br&gt;
&lt;/I&gt;&lt;br&gt;
Falou e disse!&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;**************************&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Em 2003 &lt;A href=&quot;http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2003/12/031210_climatefn.shtml&quot; target=_blank&gt;os europeus sofreram uma grande onda de calor que matou milhares de idosos&lt;/A&gt;. Em 1995 &lt;A href=&quot;http://www.city.kobe.jp/cityoffice/15/020/overviewkobe/pt/recovering/&quot; target=_blank&gt;um terremoto em Kobe, no Japão, matou 4.571 pessoas&lt;/A&gt;. No nosso Brasil mesmo &lt;A href=&quot;http://www.pe-az.com.br/fenomenos_naturais/seca.htm&quot; target=_blank&gt;a cada 26 anos há uma grande seca no nordeste&lt;/A&gt; e com todos os nossos órgãos, autarquias e empresas públicas nós nunca estamos preparados para as mais que anunciadas&amp;nbsp;secas.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Em todos os países citados o Estado estava longe de ser o &quot;Estado Mínimo&quot; tão criticado pelo Sebastião Nery. Não há base para dizer que uma presença maior do Estado na vida das pessoas diminuiria as mortes e a destruição provocadas por um desastre natural. Nos próprios Estados Unidos o Estado está longe de ser mínimo - e funcionou muito, muito mal. Melhor que no Brasil, é verdade, mas mesmo assim muito mal.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;**************************&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Eu queria saber onde estão os críticos do sistema eleitoral americano (e da democracia americana como um todo) nesse momento. Eu me lembro bem o quanto eles tripudiaram com a confusão das apurações da eleição de 2000 nos EUA (de resto normal quando uma eleição é muito ampla e muito apertada). &lt;A href=&quot;http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/internacional/2005/09/19/jorint20050919001.html&quot; target=_blank&gt;Queria ler o que eles diriam sobre a situação política da Alemanha&lt;/A&gt;, onde nenhum partido tem condições de formar maioria e nem mesmo uma coligação majoritária.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Eu duvido que a maioria do povo alemão tenha desejado um quadro assim, bem como duvido que o próximo governo alemão seja o da preferência da maioria do povo. Isso porque o sistema eleitoral alemão é melhor que o americano...&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Aqui no Brasil a atual crise política mostrou que todos os três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, estão corrompidos (porque eu duvido que&amp;nbsp;&lt;A href=&quot;http://diegocasagrande.com.br/index.php?open=manchetes&amp;amp;id=8574&quot; target=_blank&gt;Nelson Jobim esteja colaborando com o governo Lula por ser honesto.&lt;/A&gt;..). E nos achamos com moral para criticar o sistema americano!&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Um pouco de humildade faria bem à classe média brasileira.&lt;br&gt;
&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;*****************************&lt;br&gt;
&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;&lt;FONT size=2&gt;Clico no site da ASDEG, e encontro este texto:&lt;br&gt;
&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;&lt;I&gt;&lt;A href=&quot;http://www.adesg.org.br/canal_200505.htm&quot; target=_blank&gt;Ele disse ainda que a expressão &quot;os brasileiros estão destruindo o pulmão do mundo&quot;, usada por americanos é uma grande inverdade.&quot;Eles invadem o nosso país com aparelhos de alta tecnologia, espionam todo o nosso território e ainda divulgam que os brasileiros estão devastando a Amazônia, mas na verdade isso não acontece.&quot;&lt;br&gt;
O que incomoda profundamente é nós possuirmos as maiores riquezas naturais e ainda sermos o melhor exportador de carne de gado no mundo. Daí, o motivo de sofremos tantas pressões internacionais&quot;, pontuou o general.&lt;/A&gt;&lt;/I&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;br&gt;
&lt;BR&gt;Isto de um general que é vice presidente da ASDEG, Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra. Se um general&amp;nbsp;pode ser assim tão tolamente antiamericano há alguma esperança para o Brasil?&lt;/P&gt;&lt;!-- begin(Yahoo ad) --&gt;&lt;a href=&quot;http://ypn-rss.overture.com/rss/35557/51103/click/&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://ypn-rss.overture.com/rss/35557/51103/img/?url=http%3A%2F%2Famigosdaamerica.blogdrive.com%2Farchive%2F18.html&amp;amp;pid=1846251505&quot; alt=&quot;Ads by Yahoo!&quot; border=&quot;0&quot;/&gt;&lt;/a&gt;&lt;!-- end(Yahoo ad) --&gt;</description>
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