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Wednesday, December 07, 2005
Luis Fernando “Very True” e a Guerra no Iraque

Da coluna do Luis Fernando Veríssimo no Globo, dia 27 de novembro de 2005:

 

“Nos Estados Unidos, o paradoxo de a maioria democrata votar no partido dos ricos contra seus próprios interesses econômicos se explica pelo truque republicano de valorizar o economicamente irrelevante — aborto, direitos dos gays, religião — e ser o partido dos bons costumes acima de tudo”.

 

Como alguém pode dizer tanta besteira em tão poucas palavras? Mesmo sendo o Luis Fernando Veríssimo?

 

Primeiro, a maioria dos americanos não são nem democratas nem republicanos. Segundo, os ricos nos EUA, a maioria, são democratas, financiam as campanhas democratas e são contra Bush. Terceiro, os interesses econômicos dos americanos seriam uma razão a mais para que os republicanos, que se dizem o partido da iniciativa privada e das taxas baixas (se isso é verdade ou não é outra questão) serem majoritários nos EUA. Quarto, o “truque” de valorizar temas “economicamente irrelevantes” como aborto, direito dos gays e religião não é da direita, mas da esquerda – que pretende que estes temas (entre outros) sejam assunto de Estado. Quinto, a pretensão de ser a favor da religião e dos bons costumes não é nem de longe exclusivamente republicana – é só pensar em William Jennings Bryan combatendo o evolucionismo no famoso “julgamento do macaco”. E sexto, o que decidiu a eleição a favor de Bush não foi sua retórica moralista e religiosa, mas a guerra contra o totalitarismo de inspiração islâmica.

 

Implícito está, nas palavras de Veríssimo, que o povo americano é idiota e vota contra seus interesses (o que Veríssimo considera ser interessante para o povo americano) porque é enganado pela retórica republicana.

 

Rimos das perolas do Lula, mas o Veríssimo, quando quer ser levado a sério, não é menos “peroloso”. Espero rir por muitos anos ainda das perolas do Veríssimo. Porque apesar de tudo ainda é melhor rir do que chorar.


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A guerra do Iraque (em verdade guerra no Iraque, e não do, contra o Fascismo Islâmico) provavelmente demorará muito tempo. Mas é impossível, I-M-P-O-S-S-Í-V-E-L, que os fascistas islâmicos derrotem os americanos e os iraquianos. Os americanos e os iraquianos têm mais recursos que os fascistas islâmicos. Os americanos e os iraquianos ganham também dos fascistas islâmicos em mérito militar. E se vale à vontade do povo, também aí os americanos e os iraquianos derrotam os fascistas islâmicos – aliás, por isso os fascistas islâmicos não quiseram participar das eleições no Iraque.

 

Com todas estas vantagens os americanos e os iraquianos só poderiam ser derrotados pelos fascistas islâmicos se, ao longo do tempo, uma guerra de desgaste esgotasse a paciência da opinião pública americana e os EUA abandonassem os iraquianos, e estes, desunidos, deixassem de combater os fascistas islâmicos. Mas isso não acontecerá. Os iraquianos sabem bem o que os espera se perderem para os terroristas – eles ainda se lembram do que foi a ditadura de Saddam, mesmo se os atentados freqüentes e contra o povo iraquiano não lhes despertassem a memória. Não, os iraquianos não querem ser governados por tal “gente”.

 

Quanto aos americanos, eles se lembram do atentado do dia 11 de setembro de 2001. Eles sabem que se abandonarem os iraquianos à própria sorte os fascistas islâmicos se animarão e atentarão de novo contra os americanos. Por isso não podem admitir perder no Iraque.


Posted at 02:58 pm by garciarothbard


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